SPECTRUM

Podemos dizer que um espectro é uma ausência que se faz presente, algo que se situa no meio caminho entre o ser e o não ser – aquilo que se manifesta num aqui e agora, mas que, apesar do paradoxo, sabemos que já foi. A figura do fantasma institui-se como uma engrenagem simbólica na história da nossa Cultura e no processo hermenêutico daquilo que definimos como História, representando a nossa esperança de que o fim não será necessariamente um fim.

O Coletivo Fantasma apresenta a Spectrum como dispositivo de assombração. Mais do que uma revista, desejamos encarar esta publicação como um objecto artístico em constante transformação. De periodicidade abstrata, a Spectrum fará as suas aparições sem aviso prévio, sendo e não sendo, aparecendo ou não aparecendo, ao sabor das circunstâncias, tal como um fantasma.